Boatos, sei...

Os nossos amigos acordam, após uma longa noite de sono, prontos para acabar definitivamente com os planos dos rufiões que estão tornando a difícil vida dos garimpeiros ainda mais penada. Com o raiar do sol despertam, para planejar melhor o dia que viria pela frente. Seguem o caminho que todos os garimpeiros fazem todos os dias, agora acompanhados por Kojiro (que acabara de chegar em Neve Morta), na esperança de encontrar os patifes em pleno exercício da sua atividade excusa.
Seguem, então, o caminho diário de vários garimpeiros por toda a manhã, até que, numa região mais larga do vale do Rio Lança de Gelo, eles avistam um grupo de 4 pessoas (que, segundo Galtarr, não tem como não serem as pessoas que estão procurando). Após um combate rápido, todos os inimigos tombaram, porém todos foram mantidos vivos para serem entregues às autoridades, graças aos esforços e brados de Camaro (exceto, contudo, por um dos rufiões que, com um golpe preciso da espada de Kojiro, teve sua cabeça ceifada).
Após o embate, e já de volta à Neve Morta, foram até a prisão entregar os meliantes às autoridades, e Mannock, embora tenha se mostrado descontente com a morte de um dos rufiões, agradeceu o esforço do grupo por não ter trazido até ele somente uma pilha de cadáveres.
Após isso, seguindo o rastro que Eowariorim encontrou como sendo dos bandidos, chegam até o Abrigo de Marthammor, deus anão e guardião dos viajantes, e também deus dos relâmpagos. Lá são recepcionados por Kerrila Gema Estelar, uma jovial sacerdotisa anã de Marthammor, que revela ao grupo que Belis e seus comparsas se hospedavam ali já fazia algum tempo, e se mostrou chocada quando descobriu que aqueles jovens tão solícitos e prestativos eram, na verdade, ladrões. Ela ofereceu estada e abrigo aos aventureiros, e também revelou mais detalhes sobre o anão morto que chegou no abrigo há algum tempo. Ele seria o líder de um grupo de mineiros, e ao tentar reativar a Mina da Mão de Ferro, nos arredores de Neve Morta, foi atacado por "sacerdotes da escuridão" e por uma "besta feita de trevas". Todos os seus companheiros mineiros morreram, só ele conseguiu escapar. De posse dessas informações, o grupo descansa sob a bênção de Marthammor.
No dia seguinte, 13 de Eleasis, decide retornar à Mansão Lança de Gelo para reaver sua merecida recompensa, bem como descobrir mais informações sobre os outros eventos que ainda não haviam sido descobertos. Após isso, decidem retornar à prisão, para ver se Mannock tem alguma informação extra (uma vez que a senhora Lança de Gelo não tinha nenhuma...), e descobrem o local onde os mineiros relatam com mais frequência a presença de orcs. Só que orcs são criaturas perigosas, e tendem a agir em grupos grandes. Por isso, decidem em consenso parar para treinar mais suas habilidades de combate e conhecimento, aproveitando também a estada de Esxzex, um elfo arqueiro que, segundo Mannock, é versado em várias técnicas incomuns com o arco. Então decidem fazer uma interrupção de 7 dias nas suas aventuras.
Após o treinamento, em 21 de Eleasis, seguem a trilha indicada por Mannock para tentar achar indícios que levem aos orcs. E, após seguirem por todo o dia a trilha do garimpo, nada encontram. Mas, quando se preparavam para acampar, no início da noite, Eowariorim localiza rastros de orcs seguindo ao norte. Então os boatos não eram só boatos, afinal. Descansam em prontidão e, com o raiar do dia, seguem a trilha. Atravessam a montanha seguindo a trilha dos orcs, até encontrarem um braço da nascente do rio Lança de Gelo. Suspeitando que os orcs pudessem estar por perto, começam a andar com atenção redobrada.
Porém essa atenção extra não impede que Eowariorim seja pego na armadilha dos malditos orcs, e o combate se inicia com os guardas, e culmina com a invasão do seu esconderijo, a poucos metros do local, em um massivo combate contra mais de 10 orcs, 2 worgs gigantescos que os ajudavam, e o seu líder, um orc forte e com equipamento marcado por desenhos de chamas.
Após o árduo combate, descobrem muito ouro em pó (provavelmente roubado dos garimpeiros) e um mapa com planos de invasão para Neve Morta. Também referência a um outro nome, Obould Muitas-Flechas, que foi identificado por Talindra como o líder de um extenso exército de orcs que já trouxe diversos problemas ao Norte.

O que será que Obould Muitas-Flechas quer com Neve Morta?
O que será que o anão quis dizer com "sacerdotes da escuridão" e "besta feita de trevas"?
O que será que os intrépidos aventureiros farão a seguir?

Dragão? Dragão?

Findo o Festival do Verão, e iniciada a estação de clima mais quente e agradável no Norte, Galtarr, Eowariorim, Talindra, Camaro e Askelade rumam, mais uma vez, 'a aventura. Seu destino agora é a pequena cidade de Neve Morta, uma antiga cidade de mineradores anões que hoje é uma calma e pacata cidade de comerciantes e fazendeiros. Bem, ao menos era. Desde o começo da primavera, com o degelo da neve das montanhas, essa pequena cidade não é mais a mesma. Um jovem pastor, por acaso, descobriu ouro no rio Lança de Gelo, o que gerou uma verdadeira "febre do ouro" na região. E agora os nativos não tem mais sossego: fora das muralhas, formou-se uma verdadeira vila de garimpeiros zuadentos e mal-educados, conhecida entre os locais por Vila da Neve, que mudou radicalmente o estilo de vida de todos. Em menos de quatro meses a população da cidade dobrou, e com ela os problemas para todos.




Os nossos intrépidos amigos chegam em Neve Morta em 8 de Eleasis, após uma longa viagem desde Lua Argêntea. Como já chegam próximo ao fim do dia, decidem achar uma estalagem para dormir, e Talindra prontamente avisa que, pelo que ela havia lido da região, havia somente uma estalagem nessa cidade: A Rosa e o Martelo. E foi para lá que rumaram. Decidem, então, se hospedar por lá mesmo e conhecer a vida noturna da cidade, indo até a taverna mais renomada (também por ser a única, segundo Talindra) da cidade: O Brasão.

Chegando lá, a taverna está lotada. Uma verdadeira multidão se aglomerava lá dentro, fazendo um estardalhaço sem igual. Atitude, por sinal, que deixava os nativos deveras descontentes. Aproveitando-se disso, Eowariorim e Galtarr aproximaram-se de alguns nativos na esperançca de ouvir algum rumor que lhes desse dinehiro, enquanto Camaro, Askelade e Talindra se misturam aos barulhentos garimpeiros para obter informações, e eis o que eles descobriram:
* Alguns nativos, que possuem fazenda de criação de bois e ovelhas ao redor da cidade, estavam oferecendo uma recompensa para aqueles que destruíssem os monstros que estavam seqüestrando suas rezes.
* Os garimpeiros alegam que vários deles que viajavam até a Estrada da Bifurcação, estrada esta que liga Lua Argêntea à Sundabar e à Cidadela Adbar, nunca mais voltavam. Suspeita-se de um grupo de lobos que começaram a ser vistos na região.
* Alguns garimpeiros alegam terem visto orcs rondando a região, mas ninguém dá muita credibilidade a eles, pois a guarda da cidade ainda faz suas patrulhas regularmente (embora com menos frequência).
* Existe um grupo de arruaceiros que está atacando os garimpeiros na região mais afastada do rio, roubando seu ouro e expulsando os garimpeiros do seu ponto de coleta. A milícia da cidade não dispõe de pessoal para cuidar deles, e ficaria muito grata a qualquer aventureiro que se dispusesse a ajudar.
* Há mais ou menos uma dezena um anão ferido foi encontrado nas imediações do Asilo de Marthammor, ao norte de Neve Morta. Ele dizia ter sido atacada por uma "fera de trevas", e a parte inferior do seu corpo estava muito ferida, com partes decompostas. Ele faleceu pouco tempo depois.




Após uma boa noite de sono, no dia 9 de Eleasis, nossos caros aventureiros decidem investigar o problema que afligia os pecuaristas. E, após viajar muito pelas fazendas, encontram sua comunidade, que é liderada por Derek, um homem forte mas gentil, e que se mostra muito feliz com a ajuda. Dereck prontamente responde aos questionamentos do grupo, e os leva até a parte do pasto onde o último ataque ocorreu, há dois dias atrás. Especula-se sobre o que poderia ser, e Talindra chega a uma conclusão: dragão. O grupo se prepara para observar e atacar se necessário, mas com a intenção de manter-se escondido para evitar um conflito com um dragão, enquanto a noite chega. Após um bom tempo de espera, os atacantes se aproximam: dois wyverns, grandes e famintos, mergulham para atacar. Mas, dessa vez, não atacam as vacas, mas sim Galtarr, que se escondia sobre uma árvore. O golpe do wyvern quase o derruba da sua posição, enquanto o outro se prepara para a sua investida. Trava-se um ferrenho combate, onde os corajosos aventureiros saem vitoriosos, com o saldo de um wyvern abatido e um fugido de volta para a sua toca.

Mas isso não duraria por muito tempo. Como a recompensa era para quem resolvesse o problema, todos decidem caçar o wyvern sobrevivente no seu ninho, após o raiar do dia (e as magias restauradoras de Askelade). E, dessa forma, em 10 de Eleasis, rumam até o covil do wyvern, que fica no topo de uma montanha. Após uma difícil escalada, Eowariorim, Camaro e Talindra conseguem derrotar o outro wyvern, e trazer a paz de volta aos fazendeiros de Neve Morta. Quando chegam com a notícia, Derek fica tão feliz que os convida para cear e dormir em sua casa, e no dia seguinte, irem até a mansão da Senhora Lança de Gelo para resgatarem a segunda parte da recompensa.

E dessa forma o dia prossegue. Eles chegam, em 11 de Eleasis, à casa da Senhora Lança de Gelo, e são recebidos prontamente. Inclusive, a governante de Neve Morta pede para que os solícitos aventureiros cuidem de um outro problema da cidade: rufiões que estão roubando, coagindo e atacando os garimpeiros que tentam a sorte perto das nascentes do rio Lança de Gelo. E, aceitando a missão que lhes foi dada, saem em busca de informações sobre esses bandoleiros. Tentam, inicialmente, achar alguma informação na Vila da Neve mesmo, e são muito bem sucedidos: descobrem (graças, principalmente, a Galtarr e sua pesquisa de campo com os garimpeiros) que esse grupo de 4 pessoas, liderado por um homem forte chamado Belis, já age há algum tempo nessa região, e suas "atividades" já foram reportadas por diferentes pessoas em vários pontos distintos do rio, desde próximo às nascentes do rio, até uns 2 quilômetros de Neve Morta. Com a posse dessas informações, retornam À Rosa e o Martelo para descansar e partir ao encontro desses brutamontes logo com o raiar do próximo dia.

Será que os audazes aventureiros conseguirão desmanchar o bando de rufiões que estã infernizando os pobres garimpeiros? Nova atualização em breve.