
Os nossos intrépidos amigos chegam em Neve Morta em 8 de Eleasis, após uma longa viagem desde Lua Argêntea. Como já chegam próximo ao fim do dia, decidem achar uma estalagem para dormir, e Talindra prontamente avisa que, pelo que ela havia lido da região, havia somente uma estalagem nessa cidade: A Rosa e o Martelo. E foi para lá que rumaram. Decidem, então, se hospedar por lá mesmo e conhecer a vida noturna da cidade, indo até a taverna mais renomada (também por ser a única, segundo Talindra) da cidade: O Brasão.
Chegando lá, a taverna está lotada. Uma verdadeira multidão se aglomerava lá dentro, fazendo um estardalhaço sem igual. Atitude, por sinal, que deixava os nativos deveras descontentes. Aproveitando-se disso, Eowariorim e Galtarr aproximaram-se de alguns nativos na esperançca de ouvir algum rumor que lhes desse dinehiro, enquanto Camaro, Askelade e Talindra se misturam aos barulhentos garimpeiros para obter informações, e eis o que eles descobriram:
* Alguns nativos, que possuem fazenda de criação de bois e ovelhas ao redor da cidade, estavam oferecendo uma recompensa para aqueles que destruíssem os monstros que estavam seqüestrando suas rezes.
* Os garimpeiros alegam que vários deles que viajavam até a Estrada da Bifurcação, estrada esta que liga Lua Argêntea à Sundabar e à Cidadela Adbar, nunca mais voltavam. Suspeita-se de um grupo de lobos que começaram a ser vistos na região.
* Alguns garimpeiros alegam terem visto orcs rondando a região, mas ninguém dá muita credibilidade a eles, pois a guarda da cidade ainda faz suas patrulhas regularmente (embora com menos frequência).
* Existe um grupo de arruaceiros que está atacando os garimpeiros na região mais afastada do rio, roubando seu ouro e expulsando os garimpeiros do seu ponto de coleta. A milícia da cidade não dispõe de pessoal para cuidar deles, e ficaria muito grata a qualquer aventureiro que se dispusesse a ajudar.
* Há mais ou menos uma dezena um anão ferido foi encontrado nas imediações do Asilo de Marthammor, ao norte de Neve Morta. Ele dizia ter sido atacada por uma "fera de trevas", e a parte inferior do seu corpo estava muito ferida, com partes decompostas. Ele faleceu pouco tempo depois.

Após uma boa noite de sono, no dia 9 de Eleasis, nossos caros aventureiros decidem investigar o problema que afligia os pecuaristas. E, após viajar muito pelas fazendas, encontram sua comunidade, que é liderada por Derek, um homem forte mas gentil, e que se mostra muito feliz com a ajuda. Dereck prontamente responde aos questionamentos do grupo, e os leva até a parte do pasto onde o último ataque ocorreu, há dois dias atrás. Especula-se sobre o que poderia ser, e Talindra chega a uma conclusão: dragão. O grupo se prepara para observar e atacar se necessário, mas com a intenção de manter-se escondido para evitar um conflito com um dragão, enquanto a noite chega. Após um bom tempo de espera, os atacantes se aproximam: dois wyverns, grandes e famintos, mergulham para atacar. Mas, dessa vez, não atacam as vacas, mas sim Galtarr, que se escondia sobre uma árvore. O golpe do wyvern quase o derruba da sua posição, enquanto o outro se prepara para a sua investida. Trava-se um ferrenho combate, onde os corajosos aventureiros saem vitoriosos, com o saldo de um wyvern abatido e um fugido de volta para a sua toca.
Mas isso não duraria por muito tempo. Como a recompensa era para quem resolvesse o problema, todos decidem caçar o wyvern sobrevivente no seu ninho, após o raiar do dia (e as magias restauradoras de Askelade). E, dessa forma, em 10 de Eleasis, rumam até o covil do wyvern, que fica no topo de uma montanha. Após uma difícil escalada, Eowariorim, Camaro e Talindra conseguem derrotar o outro wyvern, e trazer a paz de volta aos fazendeiros de Neve Morta. Quando chegam com a notícia, Derek fica tão feliz que os convida para cear e dormir em sua casa, e no dia seguinte, irem até a mansão da Senhora Lança de Gelo para resgatarem a segunda parte da recompensa.
E dessa forma o dia prossegue. Eles chegam, em 11 de Eleasis, à casa da Senhora Lança de Gelo, e são recebidos prontamente. Inclusive, a governante de Neve Morta pede para que os solícitos aventureiros cuidem de um outro problema da cidade: rufiões que estão roubando, coagindo e atacando os garimpeiros que tentam a sorte perto das nascentes do rio Lança de Gelo. E, aceitando a missão que lhes foi dada, saem em busca de informações sobre esses bandoleiros. Tentam, inicialmente, achar alguma informação na Vila da Neve mesmo, e são muito bem sucedidos: descobrem (graças, principalmente, a Galtarr e sua pesquisa de campo com os garimpeiros) que esse grupo de 4 pessoas, liderado por um homem forte chamado Belis, já age há algum tempo nessa região, e suas "atividades" já foram reportadas por diferentes pessoas em vários pontos distintos do rio, desde próximo às nascentes do rio, até uns 2 quilômetros de Neve Morta. Com a posse dessas informações, retornam À Rosa e o Martelo para descansar e partir ao encontro desses brutamontes logo com o raiar do próximo dia.
Será que os audazes aventureiros conseguirão desmanchar o bando de rufiões que estã infernizando os pobres garimpeiros? Nova atualização em breve.
4 comentários:
Após ler o pergaminho que a ordem me enviou, recebido em 5 de Eleasis, decidi separar-me de meus amigos.
Eles pretendiam seguir ao norte, em direção a Sundabar. Pelo que lembro iriam tratar de algo ocorrido em Neve Morta, uma vila próxima às montanhas.
Acordamos que iriamos nos rever em breve pois assim que terminasse meus afazeres em Lua Argêntea seguiria ruma ao encontro de todos.
Acompanhado apenas do meu fiel cavalo Rhune, permaneci na taverna aguardando um mensageiro, que deveria aparecer naquela noite com novas informações. O pergaminho que recebi me instruíra apenas a aguardar.
Mas ninguém apareceu. Na manhã seguinte fui investigar junto à guarda sobre novos visitantes. A ordem nunca erra quanto a datas ou horas, então algo anormal certamente sucedera.
Minhas investigações levaram-me à prisão local, onde um suspeito havia sido detido por estar tentando vender um cavalo de batalha nos becos da cidade. O estranho é que cavalos de batalha, devidamente equipados e com crinas bem escovadas, não são assim tão fáceis de encontrar.
Após acalmar o ladrão e prometer que o protegeria, ele contou-me o que deveria ser a verdade: havia encontrado o animal amarrado a um cadáver, em um dos becos próximo à muralha e tentou levantar rápidos recursos com a venda do encontrado, quando foi abordado pela guarda.
Pedi que o homem me levasse até o corpo, e só consegui sua liberação após barganhar a liberação do mesmo com o valioso cavalo, que foi então integrado às posses dos militares.
Chegando ao referido local, lá estava o corpo do mensageiro da ordem. E não estava só, pois um grupo de marginais o circulavam. Grande foi a minha surpresa quando percebi que os marginais foram arremeçados e destroçados em questão de segundos. O jovem sacerdote não só havia sido assassinado como transformado em um morto-vivo!
Usei de imediato o poder da minha fé, mas não foi o suficiente para impedir que a criatura matasse o homem que me acompanhava. Tive então que utilizar de métodos ortodóxos para acabar com ele: esmaguei sua cabeça contra a parede com minha maça.
Apenas identifiquei-o como Moss, o que estava registrado em sua ornamentação sagrada ainda não saqueada, mas nenhum sinal de sua mensagem ou missão.
Não poderia perder mais tempo e deveria me reunir ao grupo. Em breve a ordem tentaria entrar em contato novamente.
Permanecer sozinho em situações como esta não é sinal de esperteza. Estes demônios estão cada vez mais ousados e cruéis. Devo tomar cada vez mais cuidados. Estarei alerta.
Lutz
Saímos de Lua Argêntea e chegamos em Neve Morta. Uma viagem cansativa porém tranqüila, com uma boa conversa com os amigos de viagem mas reconfortante apenas no trabalho recompensador que fica mais próximo a cada dia, além é claro de uma boa cama, uma boa cerveja e quem sabe um, igualmente reconfortante, par de seios firmes. No caminho avistamos um monastério, que segundo nossa amiga elfica Talindra se trata do templo de um deus dos anões chamado Marthammor. Isso indicava que estávamos bem próximos de Neve Morta, um dia de viagem a mais no máximo.
Nota pessoal: será que os templos de deuses anões têm riquezas como em suas cidades? Humm, acho que vale a pena espiar.
Neve Morta nos recebeu de portas abertas e com um fedor de boas vindas, típico dessas cidades pequenas com mais gente do que espaço para abrigá-las. O odor fétido vinha das barracas e tendas armadas fora dos muros da cidade e era o abrigo e comércio dos imigrantes sedentos por ouro e outras riquezas. É exatamente nesses lugares fétidos e sujos onde você encontra as melhores e mais interessantes informações a respeito do que de melhor acontece na região. Conheço umas 2 ou 3 pessoas que passariam a quilômetros desse lugar e outras 30 que adorariam morar aqui. Eu por outro lado acho que um fedorzinho e uma sujeirinha nunca fizeram mal a quem sabe o que procurar nesses lugares. Bem, pelo menos na estalagem que ficamos a cama era boa e a cerveja razoável. O reconfortante par de seios firmes me parece um tanto difícil de achar nessa cidade, mas não se pode ter tudo.
Foi justamente em meio a esse povo que dá pouca importância à higiene pessoal que descobrimos fontes interessantes de receita por assim dizer, informações que valem ouro, quase que literalmente. Foi com o povo barulhento e grosseiro que freqüenta O Brasão e também com a ajuda de nativos da região, como o gnomo Falaborn, que já arrumamos uns 4 ou 5 trabalhos. Um ótimo começo pra um punhado de aventureiros que acabou de chegar e dinheiro no bolso nunca é demais desde que se consiga carregar.
Pra aquecer os músculos resolvemos seguir para as fazendas e resolver logo um probleminha que os fazendeiros estavam tendo com ovelhas e vacas voadoras. Não era bem esse o caso mas sim 2 Wyverns que resolveram incluir em sua dieta as vacas, ovelhas e outros animais dos fazendeiros locais. Com isso resolvido, uma bela cicatriz em minhas costelas (graças a Askelade fiquei apenas com a cicatriz) e um bom jantar e moedas de ouro de recompensa, seguimos com Derek de volta para a cidade.
Resolvemos investigar o grupo, supostamente composto por garimpeiros, que está ameaçando outros garimpeiros e tomando seu ouro e seus pontos de garimpo. A pedido da governadora da cidade, a Senhora Lança de Gelo, demos prioridade a isso. Como eu havia dito, nada como uma volta pelo fedor e sujeira da área das tendas e barracas para saber mais sobre o que está acontecendo e da boca das próprias vítimas. E foi no lugar mais fedorento e sujo de toda essa zona fedorenta e suja que eu encontrei meus informantes ideais. A taverna da, por assim dizer, simpática Vandar, lar dos bêbados e dos... ãh, bêbados, onde a cerveja parece mijo e a sola da minha bota tem um gosto melhor que a carne que lá é servida. Mas um há que fazer sacrifícios para colher bons frutos e foi o que eu fiz. O trio de garimpeiros, feliz com a rodada de bebidas que paguei pra eles me contaram tudo que eu precisava saber. O tal do Belis e seus arruaceiros hão de encarar a nossa fúria... bem, não tão dramático assim mas de qualquer forma daremos uma coça neles. Ladrões safados e covardes de ouro alheio! Se ao menos fossem ladrões corajosos de ouro alheio eu nutriria um certo respeito ao flechá-los, mas ainda assim os mataria com vontade. Amanhã, amanhã será o dia de Belis e sua corja.
Saímos de Lua Argentea no início da manhã, Ore Rimpa estava cansado da calmaria dos últimos dias e estava a fim de correr um pouco e então demos uma esticada na frente dos outros, que se arrastavam pela estrada, estava um lindo dia de início de verão. Seguimos pela estrada até Neve Morta, foram dias de uma viagem sem nada pra fazer, apenas observar a beleza da chegada do verão, com o Sol aquecendo nossas faces, ficamos apenas jogando conversa fora e relembrando as aventuras passadas.
No ultimo dia de viagem, avistamos um templo cujo Talindra já lera antes a respeito, se tratava de um Templo em homenagem de um Deus dos Anões, Marthammor, voltaríamos lá outra hora, pois queríamos alcançar logo Neve Morta, que estava logo à frente.
Ao aproximarmos da cidade, uma visão tosca da civilização humana mostrou-se. Uma cidade fortificada com muros altos e uma grande população de mercadores e mineradores amontoavam-se ao portão da cidade, o odor era fétido a bagunça imperava entre aqueles ali amontoados, o rio estava sujo e fétido, “Oh grande Deusa Mielikki, como podes permitir tal coisa” pensei.
Seguimos até a cidade e fomos até a estalagem, A Rosa e o Martelo, a única da cidade, segundo Talindra. Ore Rimpa já não estava mais radiante ao cavalgar como no início e precisava de descanso e bons tratos. Nós também, estávamos acabados. Mesmo cansados, após nos instalarmos e conversarmos um pouco com Rosa para sabermos o que acontece na cidade, fomos até O Brasão, local indicado por Rosa. Antes disso, indaguei a Rosa porque a ruas estavam tão vazias e ela disse que era normal, pois à noite todos se recolhiam cedo para se prepararem para um novo dia de trabalho ou iriam para a taverna.
O local estava cheio, afinal era a única taverna da cidade, incomodado com todo aquele tumulto, após discutirmos o que faríamos, eu me afastei um pouco do grupo, que procurava por informações e fiquei observando tudo de um canto do bar. Notei que havia gente de todo tipo, mas nada incomum. Notei também que havia um grupo de humanos menos favorecidos, isolados numa área da taverna, eles nos olhavam com um ar de revolta e repulsa. Como sempre Galtarr tomou a iniciativa na busca por informações e acabou conseguindo várias pistas de trabalhos que poderíamos realizar. Após os contatos feitos, Galtarr sempre consegue, claro, com a ajuda de Talindra e Askelade, Falaborn um gnomo nativo nos deu todas as informações possíveis sobre os acontecimentos, falou também o por quê da hostilidade daqueles humanos, afinal todos invadiram sua casa, eu não gostaria de ver a minha linda Floresta Alta tomada de gente, depredando-a e destruindo-a. Resolvemos então ajudar aquele povo da melhor forma possível, para melhorar nossa reputação entre os locais. Após isso voltamos para a estalagem para dormir e preparar para o novo dia de buscas.
Após o desjejum, encontramos o Martelo, dono da estalagem, e após algumas palavras, rumamos para a área das fazendas onde havia rumores de que os animais estavam sumindo, causando prejuízo pros fazendeiros e até falou-se de vacas voadoras. Após falarmos com Derek, um dos fazendeiros, deduzimos que apenas um dragão seria capaz de fazer aquilo ou outro animal alado muito grande. Pedi pra ser levado até o local, para ver se havia alguma marca ou rastro do possível dragão, mas nada encontrei e decidimos então, armar uma campana para nos certificarmos do que se tratava. Entramos em desacordo sobre que ação tomar, se deveríamos atacar ou não, fui contra atacarmos logo de cara, mas fui voto vencido, esses loucos, sempre querendo se matar. Galtarr subiu numa árvore, Camaro noutra e Talindra noutra, eu me postei um pouco afastado para ter uma boa visão do campo e poder disparar meu arco, além de me misturar com o ambiente, Askelade também ficou no chão. Então os bichos vieram dois Wyverns e não dragões, decidiu-se então atacar. Galtarr foi gravemente ferido e fo ajudado por Askelade, atirei minhas certeiras ajudando a abater um dos Wyverns o outro ferido fugira, retirei uma parte de seu couro, daria uma boa armadura em breve. Ao amanhecer, fomos brindados com o desjejum oferecido por Derek e decidimos ir atrás do outro Wywern para então liquidarmos logo o assunto. Subimos até as colinas, e dali em diante somente a pé. Camaro jogou a corta com o gancho para a escalada, porém hesitou em subir, então decidi tomar a dianteira. Chegando ao topo vi o Wyvern que veio em minha direção, desci apressadamente, mas Camaro estava logo abaixo, o bicho chegou ate a beira do penhasco e retornou, decidi então subir e enfrentar o wyvern, após apanhar bastante e acertar minhas flechadas, ajudado por Camaro e Talindra, eliminamos o perigo que assolava sobre as fazendas de Neve Morta, coletamos alguns ‘goods’ e resolvemos descer. Bastante ferido, consegui descer o penhasco pela corda e fui ajudado por Askelade (Ahhh se não fosse Askelade e o seu poder divino), coletamos a prova do nosso feito e voltamos até a Fazenda de Derek, que nos recebeu alegremente e nos serviu um banquete como agradecimento. Dormimos lá na fazenda e no dia seguinte iríamos encontrar a Srª Lança de Gelo.
Maittaze*... Enquanto o povo vai para o norte se divertir, eu corro atrás de falsas impressões de terceiros.
Tudo começou enquanto estávamos em viagem para Sundabar. Era um dia bonito, onde se era possível sentir o orvalho na pele por baixo da armadura protetora que ostento. Caminhávamos, meu grupo de aventureiros e eu, discutindo o que faríamos quando chegássemos. Eu pretendia, além de procurar emprego, quem sabe algum desafio digno de minha atenção. Foi aí que achei que meu desejo tinha caído dos céus:
Passamos por um casal de anciões resmungando qualquer coisa sobre o rufião na trilha das Montanhas Inferiores que leva para Everlund. Parece que o sujeito impedia os transeuntes de passarem, exigindo um pedágio descabido, ameaçando-os com uma enorme espada de curvatura incomum.
Claro que um comentário do gênero me chamaria a atenção, então decidi ir ao encontro deste rufião. Para não haver maiores atrasos, decidi ir sozinho. Além de ser meu desafio pessoal, em caminho do aprimoramento da minha técnica de esgrima, podia também ser um elo ao meu passado perdido.
Caminhei por dois dias para o sul. as montanhas já estavam a vista e a noite já se anunciava no céu alaranjado. Tive a impressão de sentir nas narinas o cheiro de sangue, apesar de nada haver ao meu redor que pudesse denunciar esta sensação. talvez fosse o céu. Ou talvez seja só eu mesmo.
Não demorou muito para que o encontrasse, o rufião. Era um pouco mais alto do que eu, vestia trapos tão sujos que era impossível reconhecer a cor original. Metade de seu rosto estava coberto por um capuz.
_O dinheiro ou sua vida. _Ele disse. Que eu podia fazer? Apenas ri:
_Sinto muito, mas sou apenas um pobre viajante sem dinheiro. _Menti.
Foi quando vi a arma dita estranha que ele usava: Tinha a lâmina em forma de zigue-zague, feita para deixar o ferimento causado por perfuração maior e aumentar as chances de uma hemorragia. Já tinha ouvido falar de algo assim, só não sei onde, nem como. Talvez tivesse enfrentado alguém deste porte no meu passado, quem sabe?
Saquei calmamente minha espada negra, enquanto analisava o que deveria ser sua postura de combate: uma pobreza. Foi para isso que eu me desviei do caminho? Que decepção. Dei um passo a frente e fiquei em defesa, esperando o primeiro movimento.
Fui prontamente atendido: Ele avançou como uma besta faminta e me atacou com um corte vertical que visou minha cabeça. Com um leve movimento me esquivei e a espada resvalou em minha armadura. Fiquei momentaneamente irritado: Eu não me acho ágil, e ainda assim o corte dele não foi o suficiente para me causar algum dano real.
Queria logo acabar com isso, então concentrei minha força em um único ataque. Minha técnica consiste em sacrificar um pouco da minha velocidade para causar um impacto massivo. Errei o golpe: Foi lento demais e previsto pelo meu adversário, mas eu já esperava por isso. Foi o suficiente para eu ter noção da agilidade dele. Dapróxima vez eu não erraria.
Com o fluxo do movimento de se esquivar, ele afastou-se do alcance de minha arma e sorriu:
_Você é bom. Não é um aventureiro comum.
O elogio dele não me significava nada. Estava começando a ficar irritado.
Depois de ter se afastado, ele bebeu o cantil de água. Não dei trégua e ataquei novamente. Desta vez busquei um ataque mais preciso e acertei meu alvo. Não foi um corte fatal: Acertei um corte inclinado na altura do peito que lhe rasgou o manto e revelou uma armadura. Minha espada é feita de um material especial, capaz de trespassar armaduras mundanas como papel. Ele sentiu o impacto.
Neste momento fez-se silêncio. Eu podia ouvir a respiração de meu oponente, quase podia ouvir seus batimentos cardíacos descompassados. Sentir o vento bater em meu rosto e minha espada alcançava o universo. Toda a ira se fora, transformada em técnica, corpo e mente.
O próximo ataque dele visou ter o mesmo efeito que meu ataque anterior: Acertou-me no ombro e me feriu, amassando minha armadura. Havia algo diferente nele: Parecia mais forte, seu golpe foi mais rápido. Havia algo diferente, algo que eu não havia notado ainda.
Usei minha espada para retirar a dele do meu ferimento e ataquei novamente: Pretendia acabar com aquele combate ali, então tenei novamente usar o meu ataque mais fulminante. talvez tenha sido o excesso de confiança de meu oponente que o traiu, mas ele não foi tão bem sucedido em esquivar-se. Como eu previ, bastou um ataque certeiro e ele foi decaptado.
Que perda de tempo... Verifiquei os pertences do cadáver e percebi algo interessante: O cantil dele estava cheio de um líquido similar a um que carrego, capaz de me deixar mais forte. Quem diria... Aprendi alguma coisa nova! O combate não consiste somente no combate animalesco entre duas feras, e sim como você é capaz de manipular todos os elementos ao seu redor -inclusive seu oponente- ao seu favor. Ele havia me ludibriado direitinho. Quem garante o que mais ele teria feito com o truque do cantil.
Em outro cantil, havia poção de cura. Essa, sim, seria útil. Tomei o que restava e levei os dois cantis comigo. Os enchi com as minhas próprias poções que carrego comigo e as prendi no cinto, junto com meu cantil d'água.
Já havia perdido dois dias, então decidi dormir por ali mesmo. No dia seguinte, retornaria ao meu caminho. Quem sabe eu ainda alcancaria meus companheiros antes de perder a maior parte da diversão?
Segui pelas próprias montanhas: Achei que seria perda de tempo retornar para a estrada principal. Isso me tomou mais tempo do que esperava: Mas logo meu destino já estava visível...
*Maittaze = Estou perdido... è uma expressão irônica, frequentemente usada por Kojiro para definir decepção, ironia ou despeito.
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